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Este blog é publicado desde 8 de Julho de 2003 pelo mostrengo Adamastor, que começa por ser o pseudónimo de um jornalista lisboeta trintinho, mas que agora lhe tolda os actos e lhe corrói os pensamentos, em forma de viagens, gostos, opiniões, expectativas, interesses e amores. Já não me lembro [espantoso seria] porque decidi manter, assim, um blog, mas foram dois de um fôlego, a par de O Bazonga da Kilumba!, mais virado para a política e a arte africana. Ambos resistem, algures.
No Substrato participam todos os que comentam os textos, os que são adeptos dos e-mails e ainda outros postadores irregulares, como a Fada - uma inacreditável jornalista/ dona de casa/ faz tudo com jeito/ activista nem sempre militante, a Menina Má - jovem jornalista a viver do outro lado do planeta e da profissão, a Inês - locutora de rádio de voz sensual e ligeiro mau feitio ou o Melchior - um dos mais talentosos e lidos escritores do país, senhor de rasgada ironia.
É também neste blog que se acompanham as infames acções das Brigadas Posterrroristas 5/12 – movimento cívico urbano imitado, plagiado e perseguido, mas sempre livre. Aqui se relataram os episódios da sabotagem aos placards da autarquia lisboeta, as manifestações 'a favor' de Santana Lopes, a subversão gráfica dos cartazes da campanha eleitoral com balões de BD ou narizes de palhaço, etc.. E foi daqui que, certo dia, uma jornalista do Público resolveu copiar postas e fingir que tinha investigado e descoberto quem eram os Brigadeiros e ao que vinham, num episódio que deu brado por esta blogosfera fora e não só.
Ainda que me assuma como um outsider desalinhado, que rejeita as habituais palmadinhas nas costas e os amiguismos reinantes da blogosfera portuguesa, os contadores internos da Weblog Portugal e os externos do Sitemeter e da StatCounter dão conta de uma média de 1500 visitantes e 3 mil páginas lidas por dia. A maior parte desses leitores e comentadores não têm blog e regressa regularmente. Mas ninguém doa qualquer montante.
Um dia, também em Portugal os blogs terão voz própria e serão tidos em conta, em vez de serem referidos apenas porque quem os escreve é famoso ou conhecido de alguém.
Bem hajas.
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